CUIDA DE TUA VIDA, POIS ÉS MEU


Nesta tarde confrontei-me com a dura realidade de que tenho vivido uma santidade de vitrine, na medida em que, olhando para minha vida, encontrei bem poucas características da violência do combate que creio viver. Deparei-me com o fato de que a santidade não se constrói somente de boas intenções. Estas são somente o fruto de uma fé que precisa ser provada no fogo, e forjada com as marteladas da realidade que chamamos de vida. Vida cotidiana, vida particular... vida que eu preciso reaprender a viver e a cuidar. E percebo que se desejo para mim as mais altas metas que no céu se encontram, é necessário cravar agora os alicerces no chão do tempo que se chama hoje.


Com muita sinceridade e dor, percebi o pouco que tenho cuidado de mim naquilo que me faz ser o que sou. E o que sou é formado por tudo aquilo que compõe meu horizonte de sentido, ou seja, tudo que para mim é simbólico e me traz algum significado. Esquecendo-me deste horizonte, esqueço de mim mesmo e me permito ser aquilo que não reflete minha essência. Vivo o contrário do essencial, a aparência. Aparento ser, mas não sou. E assim construo um castelo de areia, que ao menor toque das ondas ou dos outros irá desmoronar-se. E não é isso que quero, nem para mim nem para os meus.


Não quero estar pela metade no que existe de divino na minha vida, nos sinais carinhosos que Ele achou por bem dispor em meu dia a dia. Sua Presença em mim é atestada pelo que de concreto tenho diante dos olhos, pelo que minhas mãos tocam, pelos perfumes que sinto e pelos sons que ouço. De outro modo não tenho o direito de pedir grandiosos sinais divinos se o discreto milagre diário que Ele me concede não é por mim contemplado com a reverência que afirmo ter. Por outro lado, percebo também que os outros precisam ter de mim o meu essencial para que eu seja realmente amado pelo que sou sem os holofotes da vitrine. O toque dos outros em mim precisa ser naquilo que é real em mim, para que eu não seja ilusão e lembrança doída na vida de ninguém.


Assim tenho hoje diante de mim a certeza de que a santidade que almejo não virá das biografias dos santos ou mesmo das parábolas do Evangelho contadas por aquele que digo ser meu Dono e Senhor. Não virá também da prédica de um pregador ungido ou dos hinos de louvor que enchem os templos. Mais ainda: nem mesmo do sacrifício do Calvário do Altar jorrará a santidade que para minha vida desejo se não confrontá-la com uma realidade que a exija de mim no dia a dia.


Nesta tarde confrontei-me com a dura realidade de ter descuidado do que é essencial em mim. E a santidade só deixará de ser vitrine se eu tomar a peito a frase que intitula esta reflexão. Em meio às aparências muitas vezes sufocamos nossa essência. Peço perdão ao Senhor e àqueles que por conta dos meus descuidos dei a impressão de não serem essenciais em minha vida.


Termino com algo que me disse o Senhor nos primeiros dias desse ano, e desejo que eu saiba ouvir e tornar real em minha vida:


“A santidade está nas minúcias.”


Com carinho e orações
Roberto Amorim

DESAFIANDO A MALÍCIA

ForEm meio a um mundo de realidades tão difíceis, corremos o risco de, pouco a pouco, nos deixarmos levar pelas ideias e concepções que nos envolvem. Há uma malícia estabelecida sobre todas as situações, principalmente nos relacionamentos. São poucos os que realmente acreditam na pureza e no desinteresse que podem gerar grandes amizades. Se pensarmos em amizade entre homens e mulheres a situação piora ainda mais.
Parece que há uma opinião comum na qual se acredita que não é possível haver um relacionamento entre pessoas do sexo oposto que não seja ou que não vá gerar um relacionamento amoroso ou um envolvimento sexual. Em um mar de malícias pré-estabelecidas em nossa mente, perdemos a oportunidade de crescer e até mesmo de ser mais felizes.
“Os doze iam com Ele, e também algumas mulheres” (Lucas 8,1-2). Jesus, na Sua humanidade, viveu a realidade da pureza do relacionamento com as mulheres e pôde experimentar a riqueza disso. Mesmo em meio a uma sociedade machista, que na época nem mesmo as incluía ao número de pessoas, Cristo estabelece uma nova forma de relacionamento com as mulheres de Israel. Ele foi amigo de Maria Madalena, de Marta e Maria, irmãs de Lázaro, deixou-se ser marcado e tocado por tantas outras figuras femininas que atravessaram o Seu caminho. Ele não tinha medo de se expor e de enfrentar a sociedade para viver a vontade do Pai. Jesus é o primeiro a viver a sadia convivência.
A amizade entre homens e mulheres é possível. Assim como entre casados e solteiros, sacerdotes e leigos, religiosas e religiosos, idosos e jovens. Não podemos nos deixar contaminar por tanta malícia e deixar de experimentar a beleza de vivermos juntos, de partilharmos vida e experiências e de vivermos em sadia convivência.
Um relacionamento sadio entre pessoas de sexos diferentes leva à maturidade, ao crescimento e à santidade. Uma mulher, apenas com o seu jeito natural de ser, é capaz de ajudar um homem a ser muito mais homem, a não ser malicioso, agressivo e grosseiro. Um homem, somente por ser homem, é capaz de mostrar a uma mulher o quanto ela pode ser mais feminina, mais cuidada e respeitada. A sadia convivência nos ajuda a chegar à maturidade que Deus sonhou para nós desde a criação.
Então, por que perdemos tanto tempo e não vivemos relacionamentos sadios? Talvez por medo, imaturidade, feridas deixadas por outros relacionamentos e toda uma série de fatores que pode nos levar a não nos lançar na novidade que o Todo-poderoso tem para nós. Muitos desses fatores precisam ser acompanhados ou até mesmo de ajuda capacitada, para que deixem de ser pedras no meio do caminho. Não podemos ser ingênuos ou bancarmos os intocáveis. Para vivermos relacionamentos sadios é preciso, antes de qualquer coisa, maturidade, coragem e verdade com nós mesmos.
Não podemos negar que viver um relacionamento puro e sadio afetivamente é enfrentar toda uma sociedade que desacredita na pureza e no amor desinteressado. É enfrentar cristãos que se deixaram contaminar pelas ideias do mundo e não conseguem mais perceber a pureza de um relacionamento sem antes desconfiar dele. É viver um martírio – testemunho – que vai gerar dor, sofrimento, incompreensão, desconfiança, mas que com certeza vai levar à maturidade e à felicidade em Deus.
Não é uma missão fácil! É preciso ter muita coragem para encarar a forma de pensar de toda uma sociedade e mostrar que é possível, que vale a pena e que existem amizades profundas, puras e sinceras entre pessoas de sexo e estados de vida diferentes. Um dia eu tomei coragem, superei meus medos e aceitei o desafio. O resultado? Sou um homem muito mais realizado e muito mais maduro por causa de cada uma das mulheres que estão e que passaram pela minha vida. Amigas que me ensinaram a ver pureza onde todos só enxergam malícia. Mulheres que me fazem muito mais homem, apenas pelo fato de serem mulheres. Amigas que me mostraram e que me ensinaram que é possível a amizade pura e sincera entre um homem e uma mulher.
Eu aceitei o desafio e hoje colho os grandes e abundantes frutos de cada um desses relacionamentos.
Hoje, Deus também o desafio ao novo, a entrar na linda aventura de viver a sadia convivência. Nessa aventura só há um grande risco: de você amadurecer e se tornar uma pessoa muito melhor. Você aceita o desafio? Não perca mais tempo!

Seu irmão,
Renan Félix (Comunidade Canção Nova)

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...

A amizade é um dom do amor. Surge sem escolha e, muitas vezes, une pessoas completamente diferentes. Quem ama respeita, compreende e admira o que há de diferente e especial no outro. Amizade verdadeira não sufoca, não oprime, amizade de verdade constrói, potencializa, engrandece.


Todos nós precisamos de amor puro uns dos outros, os homens precisam receber o amor puro das mulheres, as mulheres precisam receber amor puro dos homens. Fomos criados para amar e receber amor. Precisamos do amor puro dos amigos.
Amigo não é um conhecido. Amigo é amigo. Consegue nos corrigir, dizer as coisas como elas são, as verdades que não queremos ouvir. Até ficamos chateados, nos afastamos, mas passam as horas, os dias e… voltamos atrás, nos entendemos, nos humilhamos e tudo muda. Falando em mudança, amigo tem o poder de nos transformar e faz isso porque nos conhece e nos ama como somos.

O livro “O pequeno príncipe” entrou na minha história quando tinha 8 para 9 anos. Uma riqueza para toda a vida e todas as idades. Confira essa beleza lendo este trecho, um diálogo bem verdadeiro entre o príncipe e a raposa sobre amizade:
O pequeno príncipe vivia só em seu planeta. Como não suportou mais a falta de um amigo, saiu à procura, por todo o Universo, de quem o compreendesse e aceitasse sua amizade. Chegou a Terra e ficou parado, próximo a um trigal, à espera de alguém para conversar. Uma raposa apareceu e exclamou:
- Bom dia!
- Bom dia! Quem é você? É tão bonita de se olhar!
- Eu sou uma raposa.
- Você quer brincar comigo, raposa? Eu estou tão triste!
- Eu não posso brincar com você. Ainda não fui cativada.
- O que significa ser cativada?
- É algo que as pessoas quase sempre esquecem. Significa estabelecer laços.
- Estabelecer laços? Como assim?
- Para mim, você é apenas um menininho, e eu não preciso de sua companhia. Para você, eu não passo de uma raposa, mas, se você me cativar, então nós precisaremos um do outro.
A raposa olhou fixamente para o pequeno príncipe durante muito tempo e disse:
- Por favor, cative-me.
- O que devo fazer para cativar você?
- Você deve ser muito paciente. Primeiro você vai se sentar a uma pequena distância de mim e não vai dizer nada. Palavras são fontes de desentendimento. Mas você se sentará um pouco mais perto de mim a cada dia.
Então o pequeno príncipe cativou a raposa. Depois chegou a hora de ele partir.
- Oh! Eu vou chorar! - disse a raposa.
- A culpa é sua. Você mesma quis que eu a cativasse. Adeus!
- Adeus! Antes, vou contar a você um segredo: nós só podemos ver perfeitamente com o coração; o que é essencial é invisível aos olhos. As pessoas se esquecem dessa verdade. Mas você não pode esquecê-la. Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa.
Este questionamento precisa nos acompanhar nas amizades que temos: “O que devo fazer para cativar você?” Vai nos ajudar a sermos melhores uns para com os outros e querer o bem do outro, isso sim é amor.
Não se força a barra para cultivar uma amizade, ela é um presente, é um dom de Deus, é uma graça. Onde estão os seus amigos? Somos eternamente responsáveis por eles… e precisamos tornar visível o que é essencial para nós.

“Amigo fiel é poderosa proteção: quem o encontrou, encontrou um tesouro!” (Eclesiástico 6, 14)

Dia 20 de julho é dia do amigo e até lá podemos fazer muito…

CONVIDO VOCÊ A DEIXAR AQUI NOS COMENTÁRIOS OS NOMES DOS SEUS AMIGOS PARA QUE POSSAMOS REZAR JUNTOS POR AQUELES QUE O SENHOR NOS DEU DE PRESENTE. E SE HÁ NECESSIDADES, COLOQUE, POIS NOS DISPOMOS A CLAMAR PARA QUE O CÉU SE ABRA E DELE VENHA TODAS AS GRAÇAS QUE OS NOSSOS AMIGOS PRECISAM!

Hoje livre sou...

Creio que de todas as coisas que podem ser ditas a respeito de Deus, a mais certa delas é DEUS CUIDA DE NÓS, mesmo quando não estamos nem aí pra Ele. Foi essa a impressão que tive ao ler o precioso testemunho da Thaís. Deus toma conta de nós, sabe do que sentimos e o que sonhamos. Ele não é um Deus distante, mas é aquele Pai que cuida e está sempre perto, ainda que o filho não veja e nem obedeça.

Espero que ao lerem o testemunho saibam: DEUS NOS TEM COMO A MENINA DOS SEUS DIVINOS OLHOS!

Thatá, Deus te abençoe muito!

És um diamante de rara beleza aos olhos Dele!


Meu nome é Thaís de Souza Ribeiro, tenho 19 Anos. Moro em Cruzeiro-SP (interior de "Sampa").Tenho cinco Anos de Ministério de Música, quatro Anos de RCC. Hoje Sou uma jovem que anseia por Deus, que busca servi-lo acima de todas as coisas... Atualmente faço caminho vocacional para a Comunidade Recado. Minha Vida hoje é dedicada inteiramente a Deus e ajudar a quem mais precisa... Mas minha Vida nem sempre foi assim...

Quando bebê ainda, minha mãe me levava à igreja, colocava-me perto do rádio (ouvindo Cantinho da Criança, na rádio Canção Nova) em um "chiqueirinho" enquanto ela cuidava dos afazeres domésticos... E ali eu ficava tranquila e dançando, segundo o que conta minha mãe... Ou seja, desde pequena a semente já estava sendo lançada em meu coração. Meu pai trabalhava em uma transportadora (Transbionde) em São Paulo, era gerente lá, por este motivo vivia muito ausente de mim e de minha família... Cresci com uma enorme carência de pai... Mais tarde meu pai veio para Cruzeiro morar conosco novamente... Mas nunca foi de me mostrar o quanto ele me amava, pois mesmo morando debaixo do mesmo teto era muito ausente...

O tempo passou e eu cresci com isso. Comecei a buscar nos "meninos" o pai amoroso que eu nunca tivera, e acabava assim confundindo muito amizade com "algo a mais”. Nenhum menino podia sorrir, falar comigo, e eu logo achava que ele tava gostando de mim. Nesse período me machuquei muito, buscava o amor de pai no lugar errado, com pessoas erradas. Tornei-me uma "pré-adolecente mal amada" machucada pelo mundo. Comecei a me tornar rebelde: nada me importava, nada fazia diferença, meu coração tinha se fechado. Tornei-me uma roqueira gótica, o que desencadeou uma depressão.

Nesse meio tempo eu continuava ir à missa, mas era como nada, eu nem prestava atenção (hoje me dói o coração e a alma dizer isso), pois meu coração tinha se fechado para tudo. Sementes iam sendo lançadas sobre mim, através dos meus pais e dos meus amigos (até aí meu pai já tinha se convertido. Largou a bebida e tinha saído da igreja evangélica, fruto das orações incessantes de minha Mãe. Hoje ele é intercessor da Canção Nova).

Uma amiga que estudava comigo sempre me convidava para ir à Canção Nova com ela acampar...Até que um dia eu aceitei. Fomos para o acampamento de Músicos em novembro de 2005. Aquele acampamento mudou minha história.
Fui decidida a mudar de vida, decidida de deixar a Thaís velha lá e voltar para o seio da minha família uma nova Thaís. Foi na Adoração ao Santíssimo Sacramento que minhas carências foram curadas. Ali eu descobri o amor supremo, o bem maior, e descobri a alegria que tanto almejava, que tanto desejava e nunca havia encontrado. Ali perdoei meu pai, perdoei a quem havia me ferido até aquele dia... Eu experimentei o mais lindo e puro amor que tanto queria receber.
E a partir daquele dia não quis saber mais da minha vida antiga, vida de uma jovem infeliz, não quis saber mais do "ficar", pois o amor que havia recebido me preenchia.
Por isso hoje reprovo tanto o famoso "ficar" como disse Pe. Fábio de Melo naquele acampamento:"- Meninas vocês tem seu valor! Sejam exigentes quanto a namorados, quanto ao Amor! Pois há um Deus que Te Ama incondicionalmente! Foi depois desse acampamento que fui curada também da Palavra EU TE AMO, pois de tão ferida minha alma era que eu não falava isso pra ninguém, nem pra minha família e muito menos para amigos.
Hoje Livre Sou, Curada eu Sou. Jovem Sarada me Tornei! Hoje a cada santa missa vivo ela como se fosse a primeira e ultima, vivo cada adoração ao Santíssimo sacramento com muito ardor na alma, por trazer em mim uma
ETERNA GRATIDÃO.
A VOCÊ JOVEM EU DIGO:
VOCÊ NASCEU PARA SER FELIZ DEUS TE AMA MUITO ACREDITE EM VOCÊ ACREDITE DO AMOR INCONDICIONAL DE JESUS POR VOCÊ!
O LOUVOR LIBERTA A ALMA... LOUVE POR TUDO, ATÉ NAS DIFICULDADES! ACREDITE QUE DEUS TUDO PODE!!!


LOUVOR e ALEGRIA
Deus vos abençoe!

Hoje Livre Sou

Presença forte em mim, eu posso dizer: habitas aqui

Porque escravo eu fui e hoje eu sou mais livre aos teus pés

Sentido na vida a minhalma encontrou Tua mão poderosa veio e me levantou

Agora eu posso declarar: hoje livre sou!

Tenho sede da tua graça, cada dia mais

Sou mais forte e vou mais longe quando aqui estás

Com palavras de amor te adoro,Senhor! Hoje livre sou

Meu tesouro, minha herança, meu Supremo Bem

Nem tribulações nem dor podem nos separar

E jamais irão romper o que o amor selou: hoje livre sou !



Com Carinho e Orações
Thaís - 13/07/2009 - 16:54 h

Saudades...


As lembranças têm o poder de preencher as ausências
(Diego Fernandes)

Há certas realidades em nossa vida que não subsistem por si só, mas são reais apenas na medida em que se relacionam com outros aspectos e existem somente em função de outras particularidades nossas. São mais do que parecem ser na verdade. Como já dizia o poeta: “Existem coisas que são mais do que coisas; são coisas que fazem lembrar." E tão fortemente se ligam umas às outras que às vezes não damos conta de perceber que são realidades separadas, ainda que não independentes. Assim é por exemplo com a dor. Ela só existe em razão de outra realidade causadora, mas parece às vezes ser a raiz de todos os sentimentos que a acompanham.

Ora, se cremos que fomos criados por um Deus infinitamente bom, que permite o mal somente porque dele pode retirar um bem incomparavelmente maior, conseguimos assim entender um pouco da mística da dor. Mas ainda assim, em Seu Divino Coração, o Criador tinha para nós um presente improvável. Plantou em nós algo tão forte e marcante que parece dor, e que de fato fere um pouco. Mas em minha opinião é a dor mais doce do mundo, pois brota do amor sentido, e cada um de nós apenas passaria pela vida sem viver se não a sentíssemos. Ou como dizia Santa Terezinha: “Morrer de amor é um bem doce martírio.” Falo da dor da SAUDADE.

Não me atreverei aqui a tentar definir a dor da saudade. Não conseguiria por mais que tentasse. Mas sei dentro em mim que eu hoje aprendi a senti-la de forma muito intensa e de diversas maneiras. E creio que a mais intensa e pungente é a saudade do eterno que existe em mim, eterno com o qual sonho e almejo alcançar, mas que não conheço totalmente e sequer posso imaginar com minha limitada capacidade humana. Mas mesmo se os meus limites humanos não podem alcançar essa percepção, sei que os anseios mais íntimos e profundos da minha alma farejam e sentem pedacinhos de eternidade escondidos nas delicadezas do dia a dia, e por isso sei que tais pedacinhos são muito mais do que somente isso, mas são na verdade pedaços do céu em minha vida, antecipando a vivência do que espero e creio.

Assim, a eternidade toma conta de mim e se desvela em minha vida naquela frase de carinho que não deixa de soar em meus ouvidos ainda que os lábios que a tenham articulado já estejam longe; num abraço que aproxima mais do que o corpo, mas envolve a alma e fica para além de quando termina; numa lembrança, num olhar que rompe o silêncio e o tempo cronológico, extravasando o momento em que aconteceu, seguindo-nos por toda a nossa vida e repetindo aos ouvidos da nossa alma: “Tu não morrerás jamais em mim!”

Hoje, a saudade em mim já não é dor, mas presença viva. Tenho saudades de Deus, do Céu, do Eterno. Tenho saudade de quem me trouxe Deus por meio de um carinho divino. Tenho saudade de quem já não está perto geograficamente, mas está gravado na alma. Meu livro da vida, tão cheio de poesias e versos, hoje tem figuras, imagens e canções silenciosas. Rastros de um céu que o amor rabiscou em mim...

A Saudade é uma forma de ficar (Pe. Fabio de Melo)

Texto dedicado à Família ORKONTRO – PHN



Com carinho e orações
Roberto Amorim –
11/07/2009 – 23:00h

Perfume de Vida



A vida nos faz maravilhosas surpresas. A vida nos traz presentes improváveis, corações que parecem ser totalmente desnecessários em nossa vida. Puro engano! Deus olha lá de cima e vê direitinho o quão indispensáveis são certas pessoas para nosso crescimento, e insuspeitadamente nos faz tais surpresas. Foi assim que Ele colocou em minha vida a menina chamada Bárbara Rosenburg. Há bem pouco tempo, é verdade, mas a eternidade mora nos instantes que extravasam os limites do tempo, assim como o singelo abraço que dela ganhei no encontro PHN desse ano. Por isso pedi que ela escrevesse pra mim o testemunho de vida dela. Leiam, saboreiem, sintam o perfume de vida restaurada que Deus tem construído na vida dela.


Antigamente eu não gostava de ir à igreja. Quando ia, era obrigada pela minha mãe, chegava lá e ficava contando os segundos para ir embora, conversava a missa inteira e ainda ficava pensando em tudo, menos prestar atenção. Sendo que aqui em casa todos são católicos praticantes, até que meu irmão começou a freqüentar a Canção Nova, nos acampamentos PHN e HOSANA, carnavais e até uma virada de ano. Sempre falava para ele: "- Nossa lá deve ser um porre, ser chato demais, todo mundo rezando o dia todo, é pra mim essa vida não" - e ele sempre falava que eu estava enganada e que no dia que eu fosse, eu mudaria de opinião! Até que um dia tomei coragem de ir, chamei uma amiga, arrumamos barraca e tudo, mas exatamente no sábado do PHN eu ia ter uma prova e não podia faltar."- Ufa, me livrei disso!" Até que chegou janeiro de 2007, chamei outra amiga e fomos. Nem achei tão legal assim, tava vazio, eu não fiquei nas palestras e nem nas missas. Continuei no meu mundinho, fazendo de tudo um pouco, principalmente bebendo muito. Tinha festas de eu perder totalmente a linha e chegar a ficar inconsciente, me entreguei a tentações, aos pecados que o mundo me oferecia.

Veio o meu segundo PHN, em julho de 2007. Ali algo começou a mudar: assisti palestras que mexeram comigo, adorações, conheci pessoas maravilhosas, voltei para Barra Mansa com uma paz, mas só naquela semana, depois voltei aquele mundinho inútil que eu vivia. Comecei a namorar sério, meu namorado era maravilhoso comigo, merecia tudo do melhor e eu não dei a ele isso, vivi num namoro com mentiras e traições, com o passar do tempo descobri que não amava, mais ele fazia tudo por mim continuei nesse engano, não desperdiçava uma chance e o traia. Entreguei-me a ele por prazer e não por amor, mas mesmo com amor estaria errada, afinal, coisas assim só depois do casamento. Enfim, meu namoro acabou, pois ele descobriu minhas mentiras e depois disso sofri bastante, pois vi que nada que fiz valeu a pena, tudo foi em vão! Mais continuei né? A vida continuava, saia todo final de semana, bebia demais, não queria nada com nada, não ia a igreja, brigava com os meus pais diariamente. Bebia muito, me tornei uma pessoa fácil e vulgar demais.

Chegou o PHN 2008 e lá fui eu mais uma vez. Nossa, foi uma benção aquilo. M
inha prima que era Espírita se converteu, foi maravilhoso, e eu estava ali presente *-*. E eu? Já tinha? Não, não mesmo. Voltei do PHN a mesma pessoa “errada” de sempre. Comecei a sair com o meu ex-namorado, fazendo o papel da amante na vida dele, afinal ele namorava outra já e estava satisfeita com aquilo, pois sabia que era o máximo que eu conseguia. E essa era minha vida, saia, bebia, me encontrava com o meu ex, nos satisfazíamos em prazer e pronto, assim foi até depois do carnaval de 2009. Aí vieram as preparações do III Orkontro, comecei a entrar na comunidade e ver aquele povo todo unido, cheguei até comentar com a minha amiga, "- Eu acho que sou a única lá que não freqüenta a Igreja direito" :O. Mas a vida me pregou uma peça: meu pai veio a infartar e ficar no CTI e teve que fazer uma cirurgia, a primeira coisa que fui fazer é pedir para Deus tomar conta dele. Foi ali que eu vi que Deus é tudo em nossas vidas e esse mundo cheio de pecado não era nada. Veio o meu arrependimento e o meu pedido de perdão a Ele. Com isso acontecendo com o meu pai, conheci pessoas maravilhosas que me ajudaram a ver como é bom ser de Deus, pessoas que me ensinaram muito.

Com o PHN 2009 tive minhas certezas num abraço amigo e num carinho. Vi que a Igreja é o meu lugar e lá que eu queria estar e não nesse mundo cheio de pecados. Me arrependi e sei que Deus me perdoou. Então foi graças ao PHN e aos amigos que lá fiz que minha vida mudou, e já na primeira semana pós PHN tive essa certeza, fui em um aniversário de uma amiga e tive coragem de dizer NÃO à bebida e passei a noite feliz, sem beber. Isso já foi uma vitória e agora é só aumentar. Tenho certeza que serei FORTE e CORAJOSA.




Bárbara Soares Rosenburg
09/07/2009