Perfeita Consagração à Santíssima Virgem Maria

Foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo,
E é também por Ela que deve reinar no mundo.
(Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria – São Luis Maria Grignion de Montfort)

                Impossível negar que os últimos meses de minha vida neste ano foram profundamente marcada pela presença de Maria Santíssima. Se até hoje não havia em mim uma genuína devoção a Nossa Senhora, ao longo do último trimestre, mês após mês, fui arrastado pela Divina Providência ao regaço acolhedor da Mãe de Deus. E todo esse período culminou na festa da Imaculada Conceição, dia 8 de dezembro, data de minha Consagração à Santíssima Virgem, como Escravo de Maria, pelo método de São Luis Maria Grignion de Montfort.
                Maria Santíssima não é deusa, não é e não deve ser adorada em nenhuma hipótese como se fosse maior que seu Divino Filho. Ademais, em todas as suas aparições ela não faz outra coisa senão apontar a Jesus, e a Ele direcionar todo o louvor e glória devidos. Entretanto, Maria é santa e imaculada em virtude dos Infinitos Méritos de Jesus Cristo. A Sabedoria Encarnada OPTOU por aprisionar-se no ventre da Virgem de Nazaré e EM NENHUM OUTRO PONTO DO UNIVERSO HABITOU DE MODO MAIS SUBLIME E MAJESTOSO DO QUE NO UTERO DE MARIA. Tal mistério faz-se tão infinito e excelso que pode soar quase absurdo, mas se a natureza divina de Cristo é tal que pôde santificar as águas com que João Batista o batizou, como não santificaria de modo ainda mais perfeito o ventre que o conceberia?
                Nisso crê a Santa Igreja de Deus: em Maria habitou de modo admirável e singular todo o esplendor da glória divina, e assim tendo gestado Aquele por quem todas as coisas foram feitas, sendo mãe do Cristo Cabeça da Igreja, impossível é ser mãe da cabeça e não sê-lo do Corpo. Maria, por meio das palavras de Jesus na cruz, recebe na pessoa do apóstolo João toda a descendência apostólica, toda a Igreja no seio de sua maternidade. E NÃO EXISTE OUTRO CELEIRO, OUTRA FONTE DE GESTAÇÃO DOS VERDADEIROS FILHOS DE DEUS QUE NÃO SEJA  A MATERNIDADE DE MARIA! ELA É A MATRIZ GERADORA DOS FILHOS DE DEUS! É NO SEU IMACULADO CORAÇÃO QUE SÃO FORJADOS OS FILHOS DA SANTA IGREJA!
                Como, por fim, ignorar que, sendo Maria a via eleita pela presciência divina para que o Verbo Sacrossanto do Pai habitasse entre nós, ela seja o caminho mais curto para se chegar a Cristo?  Se há na história da humanidade um coração puramente humano que seja intimo ao coração divino, este não pode ser outro senão o Coração Imaculado da Virgem Santíssima. E de modo muito significativo, nisto consiste a Santa Escravidão de Amor, muito apropriadamente chamada também de Escravidão a Jesus por Maria. Ofertar-se a Maria Virgem e Santa é ofertar-se de todo ao seu Divino Filho, pois ela entrega a Ele todas as coisas, e não há no mundo filho que rechace os regalos de sua mãe. A Perfeita Consagração à Virgem Maria é desejar ser entregue totalmente ao Deus Filho pelas santas e puríssimas mãos daquela que tudo consagrou de si ao Todo Poderoso.
                Bem, desejei partilhar aqui a imensa alegria que esta consagração me trouxe à alma. É sensível em mim, em meu coração, em minha vida particular os sinais discretos de Nossa Senhora, redesenhando todo o meu cotidiano por meio de sua caligrafia maternal. Por certo virão as batalhas, mas não há inimigo que possa tocar os filhos desta mãe amorosa. De todo, os ataques a seus filhos benditos hão de resultar sempre em maior glória para Seu Divino Filho, nosso Grande Deus e Senhor Jesus Cristo.

No Imaculado Coração da Santíssima Virgem
Roberto Amorim, indigno escravo por amor.
Tuus ego sunt, et omnia mea tua sunt.
15 de dezembro de 2010.

A História do Bebedouro

De modo atípico para aqueles que acompanham o blog IMORTAL JUVENTUDE, trago hoje uma história curiosa que me aconteceu há bastante tempo. Curiosa é o termo que encontrei para não chamá-la de tragicômica. Resolvi postá-la aqui, dado que sempre acabo contando tal história para muitos dos amigos virtuais com os quais convivo. Portanto, resolvi partilhá-la de uma vez por todas aqui no blog. Apesar de ser uma história deveras engraçada, creio que cabe como ilustração do tipo de situação à qual estamos sujeitos quando queremos realmente ajudar as pessoas. Bom proveito!


Há tempos pretendia divulgar a versão oficial deste caso que se tornou célebre em minha paróquia, já há cerca de uns dez anos ou mais, para evitar declarações desautorizadas que dêem margem a interpretações errôneas dos fatos ocorridos no caso. Pretendia ocultar os nomes dos envolvidos no caso, entretanto, sabendo que todos estão ansiosos pela versão na íntegra do caso, e por que não dizer para rir da minha cara - no bom sentido, certamente - , resolvi deixar os nomes verdadeiros das pobres almas que tomaram parte no emblemático caso do roubo do bebedouro.

                Pois bem, vamos à história (em itálico para dar mais dramaticidade testemunhal ao relato...)

O Bebedouro
                Há cerca de dez anos, talvez mais, o jovem Roberto de Castro Amorim, popularmente conhecido como Betinho,  fazia parte dos jovens músicos da paróquia São Tiago de Inhaúma, arquidiocese do Rio de Janeiro. Era um dos componentes do Ministério Karys, que existe até hoje na referida paróquia (Mandar aqui um salve pra galera do Karys... É nóis aí, galera!!! =D) .

                Um dia, num lindo sábado de sol de fazer inveja àquelas manhãs ensolaradas que apareciam no seriado dos Teletubbies, Betinho foi para o ensaio do ministério em sua paróquia. O sol forte das três da tarde consumia suas energias, que já não eram muitas por ter que carregar nas espáduas o violão e o contrabaixo que utilizava nos ensaios, isto sem contar o fato de seu físico ser totalmente definido: os ossos podiam ser contados a olho nu, em Braille por um cego maneta... Rsrs

             Ao chegar na paróquia, sentia-se feliz por saber que uma das poucas coisas que ali ainda funcionava a contento era o bebedouro, cuja água realmente era gelada. Embora todos os seus amigos e conhecidos tenham plena ciência de que ele preferira uma lata de coca cola injetada na veia, estava disposto a refrescar-se momentaneamente com a água do bebedouro paroquial.

                Para sua surpresa, um senhor muito atencioso (que chamaremos de Antônio, pois o nome do senhor jamais foi sabido por mim ou por qualquer outro envolvido na situação) estava fazendo qualquer coisa no bebedouro. Parecia querer desmontá-lo a todo custo, coisa que o jovem Betinho achou deveras curioso. Ao aproximar-se do bebedouro, o atencioso senhor lhe disse que não poderia beber água ali, pois o objeto apresentava defeito naquele momento. Ironia do destino, justo no dia que o pobre jovem poderia ter deixado de beber Coca-Cola para sempre, o bebedouro não funcionava. “Bem...” pensou ele, “... o jeito é comprar mesmo uma lata de Coca!” Puxa, que triste! Rsrs.

Roberto Amorim, vulgo Betinho
                Tendo comprado sua almejada latinha de refrigerante e após ter sorvido cada milímetro cúbico do néctar dos deuses que a lata continha, voltou à paróquia para iniciar o exercício de seu ministério musical. Enquanto afinava seus instrumentos, o simpático senhor que não lhe permitira beber água momentos antes inseriu sua enorme caixa craniana pela fresta da porta da sala de ensaio e com muita humildade pediu ao jovem que o ajudasse a retirar o bebedouro do lugar, pois precisaria levá-lo para trocar uma peça que comprometia o funcionamento do mesmo. Bem, já nessa época nosso amigo Betinho conhecia a Comunidade Canção Nova, e já tinha dentro de si algo de “franciscano”, de querer ajudar a todos. Além do fato de que no Evangelho o próprio Jesus Cristo nos manda fazer pelos pequeninos o que estiver ao nosso ínfimo alcance, pois desse modo estaremos fazendo por Ele mesmo.

                 Pois bem, justamente por isso o jovem não pensou duas vezes: desvencilhou-se dos instrumentos que afinava e prontamente dispôs-se a ajudar o necessitado senhor que consertava o bebedouro. Para tanto seria então necessário levar o bebedouro até um posto de gasolina que havia próximo à paróquia São Tiago. Curiosamente, nosso projeto de herói sequer atentou para o fato de que era muito estranho que alguém fosse consertar um bebedouro num posto de gasolina, mas como a atenção e perspicácia não é uma faculdade mental muito desenvolvida no jovem, ele não contestou a situação.

                O posto não ficava longe, entretanto tente carregar um bebedouro de alumínio e ferro sob um sol de 35°c com o físico invejável de um bambu chinês e vocês terão ideia da “facilidade” com que Betinho ajudou o senhor Antônio a levar o bebedouro até o posto. Ao chegar lá, deixando o bebedouro de 700 toneladas no chão, Antônio agradeceu a Betinho e o despediu sem maiores cerimônias. E nosso herói voltou à paróquia para seu ensaio, lépido e faceiro, sorridente e pimpão, feliz enfim por ter cumprido sua boa ação do dia. =D

                O dia transcorreu sem maiores sobressaltos. Na manhã seguinte, lá estava Betinho, apto e pronto para exercer o seu ministério musical na Santa Missa das nove horas, missa das crianças. Naquele domingo, entretanto, não haveria a Missa, mas sim a celebração da Palavra, presidida pelo então Seminarista Gleuson. Sem anormalidades ou problemas, a Celebração da Palavra seguiu naturalmente seu curso. E obviamente naquele dia Betinho tinha mais um motivo para agradecer ao Senhor, por lhe ter permitido ajudar a quem necessitava na tarde do dia anterior.  Ao final, nos conhecidos avisos paroquiais, o seminarista Gleuson, com ar grave e voz séria disse em tom solene:

“Bem, comunidade, entre tantos avisos importantes da nossa paróquia, destaco um que não é dos mais agradáveis. Ontem à tarde, quando eu chegava à paróquia, havia uma pessoa estranha mexendo em nosso bebedouro e disse que eu não poderia beber água porque o estava consertando. Infelizmente, hoje pela manhã descobrimos que o bebedouro FOI ROUBADO!”

                Silêncio sepulcral dentro de Roberto Amorim, vulgo Betinho. Olhares arregalados de todo o ministério Karys voltados para o perplexo jovem. Subitamente, risos frenéticos dos seus companheiros de ministérios e piadas chamando-o de Roberval, o ladrão de bebedouros. Nosso herói nesse momento ficara catatônico, imóvel, mais estático do que uma placa de mármore sob as rodas de um trator. Soube então que sua intenção de ajudar o senhor Antônio fora malograda, dada a má intenção do velho ladrão...

                Nos dias que se seguiram as piadas foram inevitáveis. Ladrão, safado, aproveitador, empresário do ramo de bebedouros foram algumas das palavras de apoio que recebeu carinhosamente de seus irmãos de comunidade. Dentre todas elas destacam-se as singulares palavras de seu pároco, Monsenhor José dos Santos Almeida. Numa das muitas conversas que teve com ele sobre o caso, o nobre sacerdote deu-lhe um de seus delicados tabefes nas costas, desses que são capazes de causar um edema pulmonar instantaneamente, e lhe disse do alto  de sua sabedoria acumulada ao longo de mais de quarenta anos de sacerdócio: “É, Betinho... Acho que você vai pro inferno...” Impossível expressar  o quanto tais palavras me confortaram e consolaram...


                Já são aproximadamente dez anos desde que tudo isso ocorreu. Nesse período, milhares de situações mais curiosas aconteceram na paróquia. Entretanto, esta talvez seja a mais propalada, mais do que as curas que acontecem no Grupo de Oração. Esta é a versão oficial da história. Foi escrita para todos aqueles que ainda tinham dúvidas acerca da veracidade dos boatos que ouvem nos corredores da paróquia de São Tiago de Inhaúma. Betinho continua sendo paroquiano da comunidade. Entretanto, Monsenhor José dos Santos muito sabiamente não permite mais que ele beba água na paróquia e também, num ápice de confiança em seu amado jovem, resolveu acorrentar os bebedouros da paróquia nas paredes, alem dos parafusos imensos que hoje os fixam nos devidos lugares.

               Agradeço a todos que leram minhas palavras. Espero que tenham gostado da história. E lembrem-se: ÁGUA É VIDA!!!
                                                                                                                           
                                                                                                                            Roberto de Castro Amorim
Rio de Janeiro, 23 de novembro de 2010.


PS: Toda essa história me deixou com muita sede...
Rsrsrs 

SILÊNCIO FEBRIL (Noite Escura da Alma)


            
             Algo ainda resta dentro em mim que não permite ao meu coração desacorrentar-se do mistério que nele habita. Mistério ora claro, ora escuro; ora eloqüente e dinâmico, vez por outra mudo e apático. Mistério simples e insondável, que obstina meu coração a querer mergulhar dentro dele e jamais sair de lá outra vez, ao mesmo tempo em que intimida e me repele, dada a profundidade a que me convida. 

            Há em mim treva e luz, ambas partes da mesma tela pintada em meu ser. Meu coração abriga em si tal condição não por sua natureza, mas por encontrar-se à beira do seu próprio abismo, onde habita o efêmero e o eterno. No mais profundo de mim mesmo, onde a razão é desterrada de sua imponente cátedra de marfim, reside o TUDO que almejo alcançar e tocar. No mais intimo de mim habita também a treva que me “guarda” de perder-me no Absoluto de meus dias; a escuridão que me oculta e protege de deixar-me consumir pelo TUDO. Será esta treva um anjo? Será um demônio que me retém escravo de mim mesmo?

            Muito já ouvi acerca das realidades celestes e das realidades infernais, e de sua total discrepância. Hoje sinto e percebo que ambas são feitas de FOGO, e ambas desejam consumir meu interior. A celeste me abrasa e impele, e me lança impiedosamente ao abismo do TUDO; a do inferno, me abrasa e me guarda, mantendo-me cativo numa inexpugnável fortaleza de medos e limites, vivendo o conforto e a segurança de não deixar meu coração perder-se e optar por salvar-se. Ambas me abrasam, me queimam, me consomem... 

            Como disse o apóstolo João ao mestre, “Que caia fogo do céu e os consuma”(Lc 9,54), é este o ultimo grito interior do qual me lembro ter ouvido. Seja o braseiro celeste, a incandescente lareira eterna o destino último desta pobre acha de lenha que sou eu. Por hora, crepita algo dentro em mim. Labaredas vivas e selvagens, que me pedem este silêncio febril. Qual o braseiro arde em mim e me consome, somente o tempo, sacerdote das humanas razões, me dirá...  


Roberto Amorim
19 de novembro de 2009 – 19:30h.

Onde estão os Adoradores?

Há cerca de um mês, enquanto conversava a respeito dos rumos que a juventude católica tem trilhado, me veio ao coração uma imagem que jamais tive a ousadia de pensar. Creio por isso que me tenha sido genuinamente inspirada pelo coração de Deus. Na imagem, eu me via entrando pelo corredor central de uma imensa igreja. Sobre o altar, ladeado por duas velas, via o ostensório expondo à adoração o Santíssimo Corpo de Cristo. Porém, todo o templo estava vazio. E além de vazio, parcamente iluminado pelas velas do altar e por frios feixes de luz que atravessavam os vitrais. O altar e o presbitério desnudos, vazios de qualquer ornamento que honrasse a presença Eucarística de nosso Senhor. E ao aproximar-me um pouco mais, pude discernir no chão da igreja, caídas, estilhaçadas, as imagens dos santos que compunham a beleza contemplativa do templo. Esta era a cena que me vinha aos olhos do coração: as imagens dos santos espedaçadas pelo chão do templo frio e vazio, em cujo altar a Presença Eucarística de Nosso Senhor Jesus Cristo permanecia solitária e esquecida.

 Com profunda tristeza no coração eu pensava no que podia significar essa imagem e o que me queria dizer o Senhor com ela. Ao longo dos dias em que passava pensando no assunto e na imagem, ia sentindo que algo muito intenso crescia em mim, um firme desejo de responder com maior doação e entrega aos sonhos Dele para nós, juventude católica PHN. Buscar mais intensamente Sua Vontade para que Ele me sustente na santidade que me inspira. Sentia então que ia chegando ao significado dos detalhes da imagem que me dera o Senhor e que aqui desejo partilhar.

A primeira coisa que compreendi foi a respeito da presença de Jesus sobre o altar mesmo na fria solidão daquele templo. Sentia no coração a profunda certeza de que Ele sempre estará sustentando a Sua Igreja, em eterna oblação no Calvário do Altar. Exposto, entregando-se eternamente como alimento de santidade aos que compõem o corpo místico da Esposa do Cordeiro. Mas logo senti outra indagação na alma: se está o Senhor exposto no altar, onde estão os ornamentos e flores que deveriam enaltecer o Trono Eucarístico do ostensório? E mais ainda: onde estão os adoradores?

A resposta veio-me como um raio, ferindo e incendiando meu coração. Sentia como se o Senhor me dissesse: “Já não há mais adoradores! É preciso que minha juventude volte a estar aqui diante de mim!”. E esta é a mensagem que gostaria de dividir aqui com meus irmãos de caminhada: As flores que adornam o altar de Nosso Senhor Jesus Cristo são a nossa juventude entregue a um verdadeiro espírito de adoração. Nós somos os ornamentos que atrairão os olhos e corações para Jesus. Somos nós as flores que, sem renunciar à nossa beleza particular, apontamos tão somente para Ele, e unicamente por Ele temos razão de estar aí. “Quantas vezes estamos na igreja por todos os motivos do mundo, menos por causa de Jesus Cristo?” eu me perguntava. Nossa energia de jovens, entusiasmo, alegria e até a santa rebeldia da juventude precisa mais do que nunca florir e perfumar a Igreja, para que o mundo veja em nós o sinal da nova humanidade gerada a partir do mistério da tumba vazia. Uma juventude ressurrecta, curada, alimentada na Eucaristia, com uma fornalha de amor no peito! Precisamos honrar o mistério Eucarístico tal quais as flores que honram o altar de Cristo em Sua Santa Igreja!

  Como se já não fosse o bastante tudo isso, ainda uma parte da imagem não compreendia: por que jaziam quebradas, destruídas, as imagens dos Santos da Igreja? Senti mais uma vez a voz do Senhor dizendo-me: “Os fiéis estão caindo! É preciso ser fiel por aqueles que já não são!”. É chegado o tempo de a juventude católica assumir para si a santidade que Deus espera de nós! Basta de vidas vazias e santidade de vitrine! É tempo de testemunharmos autenticamente o amor de Cristo, testemunho fiel e decidido no lugar dos que não são fiéis. Ao mesmo tempo vemos tantos irmãos de caminhada caídos, cansados, desmotivados, entregues a prisões das quais o Senhor já os tinha libertado... Portanto, nosso testemunho, antes de ser jogado na cara desses que se perderam, precisa ser um testemunho sacrifical, de amor pelo Senhor no lugar dos que Dele se esqueceram; precisamos viver um testemunho intercessório, que leve ao altar de Deus estas almas preciosas que Ele deseja ter de volta em Sua Casa; e um testemunho incendiário, que lhes abrase o coração e lhes dê o desejo de voltar ao coração de Deus. 

Em cada inspiração que me dava o Senhor acerca da imagem, uma certeza me vinha ao coração: somente por meio de um profundo amor eucarístico tal testemunho será possível! Um amor eucarístico em dois sentidos: primeiro, um coração profundamente tocado por Deus, adorador do corpo, sangue, alma e divindade de Jesus na Eucaristia. E enfim, um amor com o Coração Eucarístico do Senhor, coração rasgado, entregue, consumido de amor pelos irmãos. 

Confesso que muito mais do que um canal desta mensagem do Senhor à juventude, sinto-me alvo dela. Ainda que soasse absurdo, senti desde o inicio que vinha de Deus a inspiração desta reflexão e não poderia trancafiá-la em mim. Longe de sentir-me isento de tudo isso, desejo ser o primeiro a ser tocado pela voz de Deus para que Ele me leve a ser ainda mais fiel aos Seus desígnios. Desejo estar diante Dele e adornar seus átrios com a flor da minha juventude, e trazer para o Seu altar, no meu coração, todos que um dia ouvirão a voz de Deus se eu tiver a coragem de viver com fidelidade o meu testemunho.
Desejemos isso, Geração PHN! Sejamos fiéis na santidade, pois há almas a serem salvas por força do nosso testemunho!

“Te amar por quem não te ama
Te adorar por quem não te adora.
Esperar por quem não espera em Ti,
E pelos que não crêem eu estou aqui!”
(Estou Aqui - Dalvimar Gallo)

Com carinho e orações
Roberto Amorim

70 x 7 - Receita Certa

Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?" Jesus respondeu: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete!" (Mt 18, 21-22)


Thaís Marcelino
Deus sempre nos surpreende, sempre nos traz diamantes pra enfeitar, adornar, inspirar, e fazer suspirar na caminhada com Ele. Cada vez que vejo um coração como o da Thais, penso que a loucura da cruz faz mais sentido que toda a sabedoria do mundo. Penso que vale a pena apostar toda a nossa vida no seguimento radical de Nosso Grande Deus e Senhor Jesus Cristo. Vale a pena ter sede e fome daquilo que não passa, e vale a pena atrever-se a amar com o coração transpassado de amor pelo Senhor.
Thais, mil vezes obrigado pelo seu testemunho. Foram luz e vida para este jovem que deseja seguir o Senhor. Irmãos, saboreiem esse banquete ao coração que é o testemunho dessa bela filha de Deus.

           Confesso a vocês que nunca compreendi perfeitamente o real significado dessa passagem bíblica. Na verdade não a compreendia, mas quando JESUS CRISTO quis que eu sentisse na pele, passei a entender-la com toda sua essência. Sou CATOLICA APOSTOLICA ROMANA, CARISMATICA, MARIANA, CBE’S, e tudo mais que se referir ao bem da Igreja. Chamo-me Thais Pereira Marcelino, tenho 19 anos e sou a filha mais velha de meus pais, tenho um irmão mais novo de 16 anos que se chama Matheus, faço parte da Paróquia JESUS LIBERTADOR em Cariacica/ES (Grande Vitoria) na comunidade São Pedro, rocha firme do SENHOR... Não sei exatamente no que meu testemunho ajudará meus amados irmãos cibernéticos, mas “DEUS JAMAIS INSPIRARIA TANTOS DESEJOS EM MEU CORAÇÃO SE NÃO FOSSE PARA CUMPRI-LOS” (Santa Teresinha do Menino Jesus) Então aqui estou para dar testemunho de minha fé a todos.

            Sempre participei ativamente das atividades paroquiais e comunitárias, nunca me imaginaria em outro lugar se não ao lado do meu SENHOR. Nunca fui uma pessoa de ir a baladas, de viver em orgias,  pelo contrario, tenho meus votos de castidade até o dia que DEUS me conceda a graça do matrimônio ou assim como Ele achar melhor que se cumpra em mim o Seu querer. E é engraçado como algumas pessoas têm um pensamento hipócrita, e pensam que pelo fato de estamos buscando a santidade e o caminho de Deus jamais seríamos tentados de todas as formas pelo "Encardido". Ao contrário do que muitos pensam é exatamente esses que ele quer para ele. 

             Há exatamente 1 ano passei por uma provação tremenda. Participo  do Grupo de Jovens  Galera de Cristo da minha comunidade. Durante o mês de outubro de 2009 fui traída de todas as formas mais rudes que uma amizade poderia ser traída. Tinha uma amiga que estava sempre ao meu lado em todas as situações, inclusive em um dos momentos mais difíceis da minha vida, quando eu estava à beira de entrar em depressão ela foi uma das poucas pessoas que permaneceram ao meu lado. Na época eu arrumei um emprego pra ela na mesma clinica em que eu trabalhava, éramos bem mais que amigas, parecíamos irmãs, não somente pela proximidade, mas também pelas características físicas. Estávamos à frente da coordenação de uma Cristoteca, que viria a acontecer na minha paróquia, a fim de arrecadarmos fundos para um retiro com os jovens que mais tarde aconteceria . Aconteceu que por uma falha conjunta , tive que arcar com toda a situação, assumir todo um erro que não era somente meu, ERA NOSSO. Fui extremamente humilhada por algumas pessoas. Confesso que minha vontade naquele momento, era de sumir e nunca mais aparecer na minha comunidade. Fui esmagada por muito amigos ali, mas minha vontade de servir era ainda maior e sendo assim não poderia abandonar o meu ministério e muito menos minha comunidade. Senti-me com uma rosa  jogada ao chão e em seguida pisoteada. Fiquei magoada com essa minha amiga, pois aconteceu como se ela tivesse fugido da situação de assumir os erros, e eu infelizmente tive q assumir toda a culpa, todas as pedras direcionadas a mim e a ela, caíram sobre minhas costas. Um sentimento de pura mágoa tomou conta do meu coração, ao ponto de nem mesmo conseguir olhar para ela. Mas minhas orações não eram diferentes, a cada momento intimo com nosso DEUS ,eu implorava Sua Misericórdia para conosco. Que Ele pudesse providenciar o  perdão dentro de mim, pois não suportava mais toda aquela situação. Todas às vezes que durante minhas orações me lembrava de nossos momentos de profunda amizade e entrega, sentia além da mágoa um ódio profundo de mim mesma, me culpava por tudo que aconteceu, não acreditava que eu pudesse ser tão ingênua em não enxergar tantas coisas que somente eu não queria. Mas repito DEUS É MISERICORDIOSO e sabia que ele estava preparando algo bem maior para nós duas. 

       
Suellen Vargas e Thais Marcelino
     No final do ano de 2009 eu pude ter certeza absoluta do perdão de Deus. Estávamos reunidos para a realização de um louvor que o nosso grupo de jovens realiza mensalmente. E nesse último louvor tivemos como tema a consagração das nossas vitórias e a superação de nossas barreiras de 2009.  Convidamos assim um Grupo de Oração de minha paróquia para que eles pudessem conduzir todo o momento de louvor, pregação e musicas. Assim sendo, nós apenas assistimos o louvor e ficamos na intercessão, mas dentro de mim queimava  ardentemente a vontade de perdão, que era preciso PERDOAR. Mas eu em minha tola ignorância humana insistia em tapar os ouvidos a tudo que o Espírito Santo insistia em me dizer ao pé do ouvido. A irmãzinha que estava conduzindo o momento foi bem clara quando disse: “Ei você que esta sentindo essa vontade de perdoar, não tenha medo dos julgamentos que lhe farão por você ter perdoado tanta humilhação, ao contrario do que pensaram você é escolhida por DEUS e eleita por ele não tenhas medo. PERDOE”. Ao término do louvor começaram os testemunhos, e eu já não podia mais me calar, ardia dentro de mim ir até a frente e proclamar isso. Então tomei em minhas mãos o microfone  e disse que havia uma pessoa ali naquele momento de oração com a qual eu havia tido uma mágoa bem profunda, mas que  já não importava nada que tivesse acontecido pois eu já tinha entregue tudo aos pés da cruz de JESUS, e ele assim estava selando todas a cicatrizes que essa ferida que antes estava aberta, e que a partir daquele momento já estava curada, e a chamei para que depois pudéssemos conversar. Não citei nomes, apenas disse que a pessoa sabia que era ela , meus olhos se derramavam em lágrimas, e pedi para que a assembléia toda estendesse as mãos sobre ela (mesmo sem que todos soubessem a quem me  referia, mas os poucos que sabiam já viraram-se para ela, conseqüentemente toda assembléia se viraria também e saberiam quem é) e que rezássemos uma Ave Maria. E assim foi um momento lindo, um momento de cura interior, um momento que essa batalha estava vencida em minha vida. 

                Após isso as coisas foram tomando seu devido rumo. Hoje voltamos a ser aquelas amigas de antes, e confesso a vocês sinto minha amizade ainda mais profunda com ela, e ainda mais sincera do que antes. Minha amiga se chama Suellen Vargas. E lembram-se do Evangelho do inicio do meu testemunho? Pois é, hoje eu entendo o que é “Perdoar setenta vezes sete”, significa perdoar em plenitude, em totalidade. E deixo aqui um recado a você que precisa tanto da graça do perdão: a maior prova de amor que alguém pode dar é PERDOAR. Digo isso a você que nesse momento talvez tenha passado por alguma traição, seja ela financeira, de amizade e ate mesmo traição matrimonial. Não perca tempo guardando mágoas de alguém que tanto te ama! Não perca tempo elevando os momentos mais tristes que você tenha passado ao lado dessa pessoa, porque os melhores momentos é que deverão ser lembrados eternamente por você! Eles devem ser muuuito maiores do que esses medíocres momentos. E lembre-se sempre: "DEUS CONTA COM VOCE POR ISSO TE ESCOLHEU, E TE DEUS UMA MISSÃO QUE É PRECISO PROSSEGUIR PROCLAMANDO SEMPRE SEU NOME". E  a forma mais bonita de você proclamar Seu Nome é ensinando e sendo perdoado. Esse é o maior ensinamento que eu tenho, nunca foi colocada à prova por tantas vezes o dom do PERDÃO em minha vida como tem se passado agora. E a cada momento único desse, compreendo mais o amor Ágape de Jesus Cristo para com seu filhinhos amados. 

          Bom, agradeço ao nosso bom amigo BETO, por ter-me incentivado a testemunhar essa vitória, e também por me dar a oportunidade de estar aqui em seu blog testemunhando o amor de Deus para outras vidas. DEUS O ABENÇOE MEU AMIGO,  TE AMO MUITO!!!

Encerro por aqui.

A PAZ DE CRISTO, O AMOR DE MARIA E A EFUSÃO DO ESPÍRITO SANTO ESTEJAM SEMPRE COM VOCÊS.
UM FORTE ABRAÇO E UM GRANDE BEIJO!

A Clara Luz de Chiara Luce Badano

Não tenho palavras para definir o que se deu em mim quando, há cerca de um mês atrás, recebi por email o testemunho de vida desta jovem que aqui deixo a vocês. Somente sei que essa história me fez desejar mais ardentemente ainda a santidade para minha vida. Fez-me desejar ter forças para, se preciso for, perder tudo para ganhar bem mais no Céu. Chiara Badano é um diamante raríssimo, lapidado por Deus, forjado nas ardentes chamas de Seu Sacratíssimo Coração. Não vou me atrever a colocar palavras minhas aqui. Deixarei com vocês somente as palavras do Céu, sob o lindo véu do testemunho da jovem Chiara. Desfrutem, saboreiem...

Chiara Luce, 18 anos: “uma obra-prima luminosa”
Uma testemunha de que é possível viver o cristianismo no nosso tempo, até em grau heróico. Foi confirmado pela Igreja, com decreto aprovado pelo Papa, que reconhece as virtudes heróicas de Chiara Luce Badano
 
 O heroísmo possível aos 18 anos. Foi o que reconheceu hoje o Papa ao aprovar um decreto da Congregação da Causa dos Santos no qual afirma-se que Chiara Badano praticou em grau heróico as virtudes cristãs. Segundo o procedimento típico dos processos de beatificação, a jovem de 18 anos foi declarada “venerável”. É a etapa que antecede imediatamente a beatificação, quando e se será reconhecida a autenticidade de um milagre.

Chiara Luce concluiu a sua viagem terrena no dia 7 de outubro de 1990, após dois anos de uma dolorosa doença, um tumor ósseo que progressivamente a privou das forças, mas não lhe tirou a alegria de viver. Uma alegria conquistada com heroísmo.

“Existe o heroísmo quando o comportamento virtuoso se prolonga no tempo e torna-se particularmente difícil, tanto que supera o modo normal de agir, manifestando, desse modo, a constante determinação de conformar-se, em tudo, à vontade de Deus”. Assim explicou Dom Livio Maritano, bispo emérito de Acqui, que em 1990 deu início à fase diocesana do processo de beatificação.
Foi o Evangelho que a sustentou nos momentos mais difíceis de provação, e o encontro com um Deus próximo, também ele sofredor, redescoberto na figura de Jesus que sobre a cruz chega a gritar o abandono do Pai. Uma fé viva, jovem, que nutria-se abundantemente do contato com a espiritualidade da unidade e com Chiara Lubich, que ela conheceu com a idade de 9 anos.

Chiara Badano nasceu em Sassello (Savona – Itália) em 29 de outubro de 1971, após 11 anos de espera de seus pais. Em 1981, com o pai e a mãe, participou do Family Fest, em Roma – uma manifestação mundial do Movimento dos Focolares. Para todos três foi o início de uma nova vida. Na sua pequena cidade Chiara lançou-se a amar as colegas de escola, qualquer pessoa que passava ao seu lado, decidida a viver com radicalidade o Evangelho que a tinha fascinado. Logo se comprometeu, com grande ardor, entre as meninas da sua idade no Movimento. 

Poucos anos depois uma forte dor nas costas, durante uma partida de tênis, causou a suspeita dos médicos. Tiveram início exames clínicos de todos os tipos para definir a causa das dores. Logo chegou-se ao diagnóstico de um tumor ósseo. Continuaram as consultas e exames, até que no final de fevereiro de 1989 Chiara faz a primeira operação: as esperanças são poucas. As jovens que partilham de seu mesmo ideal, e outras pessoas do Movimento, se alternam em visitas ao hospital, para sustentar ela e sua família com a unidade e a ajuda concreta. As internações no hospital, em Turim, tornam-se cada vez mais freqüentes e os tratamentos são muito dolorosos. Chiara os enfrenta com grande coragem. Diante de cada nova “surpresa” o seu oferecimento é decidido: “Por ti, Jesus, se tu queres eu também quero!”.

Não obstante a gravidade de suas condições logo que a saúde o permite Chiara participa pessoalmente, com alegria e entusiasmo, de tudo que acontece no Movimento dos Focolares.
Uma outra grande provação não tarda a chegar, é quando Chiara não pode mais andar. Uma nova operação, muito dolorosa, revela-se inútil. Para ela é um sofrimento imenso e encontra-se como em um túnel escuro. Mas encontra ainda a força para continuar a amar e a luz retorna. “Se tivesse que escolher entre caminhar e ir para o Paraíso – ela confia a alguém – sem hesitar escolheria ir para o Paraíso. Agora é só isso que me interessa”.

Desde pequena tinha procurado viver o Evangelho 100%, embora com os altos e baixos da adolescência. Dirigindo-se aos amigos escreveu em sua agenda:
“Saí da vida de vocês num segundo. Como eu teria desejado parar aquele trem que corria e se afastava cada vez mais! Mas ainda não entendia. Estava ainda absorvida por tantas ambições, projetos e quem sabe o que mais (coisas que agora me parecem insignificantes, fúteis, passageiras). Um outro mundo me esperava e não me restava senão abandonar-me. Mas agora eu me sinto envolvida por um desígnio esplêndido que aos poucos se revela”

O médico que a acompanha, cético e muito crítico em relação à Igreja, fica cada vez mais profundamente tocado pelo testemunho seu e de seus pais. “Desde quando conheci Chiara alguma coisa mudou dentro de mim. Aqui existe coerência, aqui, na minha opinião, todo o cristianismo se encaixa”.
 
O seu relacionamento com Chiara Lubich é muito estreito e a mantém constantemente informada sobre o estado da sua saúde, suas conquistas e descobertas. No dia 30 de setembro de 1989 Chiara Lubich lhe responde: “... Vejo que você está totalmente voltada a corresponder ao amor de Deus e a dizer-lhe o seu constante ‘sim’. Eu lhe acompanho sempre com a minha oração e com todo o meu amor. Escolhi a Palavra de Vida que você desejava: ‘Quem permanece em mim e eu nele, produz muito fruto’. Um abraço Chiara, peço ao Espírito Santo que lhe dê o dom da fortaleza, para que a sua alma, pelo amor a Jesus abandonado, possa sempre ‘cantar’...”.

Embora na imobilidade Chiara é muito ativa. Pelo telefone acompanha o grupo dos Jovens por um Mundo Unido de Savona, com mensagens, cartões e cartazes faz sentir a sua presença nos Congressos e atividades, procura todos os meios para fazer com que seus amigos e colegas de escola conheçam os gen e as gen, convida muitos deles para o Genfest ’90 (encontro internacional dos Jovens por um Mundo Unido, realizado em Roma, em maio de 1990), que tem a alegria de assistir graças a uma antena parabólica montada no teto de sua casa.

No início do verão os médicos decidem interromper as terapias. É impossível parar a doença. Chiara logo informa Chiara Lubich sobre a situação. É o dia 19 de julho de 1990: “A medicina depôs as suas armas. Interrompendo os tratamentos as dores nas costas aumentaram e quase não consigo mais me mexer. Sinto-me tão pequena e o caminho a percorrer é tão árduo... muitas vezes sinto-me sufocada pela dor. Mas é o Esposo que vem me encontrar, não é? Sim, eu também repito, com você: ‘Se tu queres, eu também quero’... Tenho certeza que com ele venceremos o mundo!”.
Chiara Lubich responde imediatamente: “Chiara, não tenha medo de dizer-lhe o seu sim, momento por momento. Ele lhe dará a força, esteja certa disso! Eu também rezo  e estou sempre aí com você. Deus lhe ama imensamente e quer penetrar no íntimo da sua alma e fazer com que você experimente gotas de céu. ‘Chiara Luce’ (‘Clara Luz’, ndR) é o nome que escolhi para você. Você gosta? É a luz do Ideal que vence o mundo. Eu o mando a você junto com todo o meu afeto...”.

Com o agravamento da doença seria necessário aumentar a dosagem de morfina mas Chiara Luce se recusa: “Tira a minha lucidez e é só a dor o que posso oferecer a Jesus”.
 
Num momento de grande sofrimento físico confia à sua mãe que o seu coração está cantando: “Eis-me aqui Jesus, ainda hoje, diante de ti...”. Tem a certeza de que logo irá encontrá-lo e se prepara. Uma manhã, depois de uma noite difícil, é espontâneo para ela repetir, com breves intervalos: “Vem, Senhor Jesus”. Às 11 horas, inesperadamente, chega um sacerdote do Movimento para visitá-la. Chiara Luce fica felicíssima porque desde cedo desejava receber Jesus Eucaristia. É o seu companheiro na última viagem.

Chiara Luce foi para o céu no dia 7 de outubro de 1990. Ela tinha pensado em tudo: nos cantos para o seu funeral, nas flores, no penteado e no vestido, que queria que fosse branco, como de uma noiva, com uma recomendação: “Mamãe, enquanto você estiver me preparando deve repetir sempre: agora Chiara Luce está vendo Jesus ... estejam felizes porque eu estou feliz”. Seu pai tinha lhe perguntado se gostaria de doar as suas córneas ao que ela havia respondido com um lindo sorriso. Logo depois da partida de Chiara Luce para o céu Chiara Lubich envia um telegrama aos pais: “Agradeçamos a Deus por esta sua obra-prima luminosa”.

A sua fama se difunde e Chiara Luce torna-se uma referência para muitos jovens que encontram na sua história um sentido para a vida, um ideal que não passa. Todos os anos, no dia 7 de outubro, aniversário de sua morte, são muitos os que se reúnem no cemitério de Sassello para recordá-la.
A declaração de venerabilidade de Chiara Badano – declara Dom Maritano – nos estimula a imitar o seu exemplo, que nos apresenta um modo concreto de viver o Evangelho; mais uma confirmação que o cristianismo é verdadeiramente praticável também hoje, inclusive pelos jovens, nas situações ordinárias da vida”. “É bom tornar conhecido o seu testemunho – ele continua – pela ajuda que o seu exemplo pode oferecer a pessoas de qualquer idade e condição”.

Fonte: http://www.focolare.org/articolo.php?codart=5746

Amor Centrífugo


                Curioso como certas percepções do mistério divino são despertadas em nossa vida por acontecimentos que nos ferem. Creio firmemente que isso acontece devido à veracidade da velha máxima cristã que diz: “Não há Cristo sem cruz; e não haverá jamais cruz sem a presença de Cristo”. O mistério mais íntimo de Deus, Seu Divino Filho que nos foi dado a conhecer, sempre está no cerne do nosso sofrer, por mais banal ou sem importância que este possa parecer. Dito de outro modo: se tivermos a coragem de romper os medos interiores e esquadrinharmos os escuros corredores dos nossos sofrimentos, lá encontraremos Cristo, que nos sustenta e dá sentido à nossa dor, assim como na cruz a morte mais atroz foi como uma semente que se rompeu, se estraçalhou e gerou ressurreição. 

                Bem, comento tudo isso inicialmente para refletir um pouco sobre minha forma de amar. Abro o coração e corajosamente disposto a encontrar sentido cristão no que vivo, decido observar meus sofrimentos à luz de tudo aquilo que creio e busco viver a respeito do amor de Deus. E de modo ao mesmo tempo violento e suave, Deus me inspira e mostra a realidade centrifuga de Seu Amor, aquele com o qual devemos amar. Pode soar estranho ou mesmo revolucionário associar o amor de Deus a esta palavra, mas mesmo nessa estranheza o sentido divino desse amor desvela-se como único modelo seguro a ser seguido.

                Não conheço bem as realidades da física, mas creio estar certo ao supor que uma máquina de força centrifuga lança para fora os corpos que se aproximam de seu centro. Entretanto, cessada a força, num momento de repouso, aquele corpo mansamente, naturalmente busca o centro do aparelho e ali aguarda, descansa, repousa... 

                Ocorre algo semelhante conosco. Percebo que o amor de Deus  por mim e consequentemente o amor com que Ele deseja  que eu ame é este amor centrifugo, que me atrai ao mais intimo de Seu Divino Coração nos momentos de repouso, mas “violentamente” lança-me para fora, “me expulsa” de mim mesmo em direção à realidade em que vivo. De modo muito interessante, percebo que a proximidade com o centro é o que proporciona a força para lançar-me. Em outras palavras, eu posso me questionar: minha proximidade de Deus tem me dado forças para lançar-me? Creio que quanto mais percebo que há em mim destemor e ousadia para lançar-me, tanto mais clara estará a ideia de que estou ou não próximo a Deus. 

                Percebo também que quanto mais leves e despidos nos aproximamos do sentido último do nosso sofrer, mais docilmente o amor de Deus nos impulsiona e nos lança. Se, ao contrário, me aproximo de Deus armado de diversos sentimentos de autopiedade, mesquinhez, ou qualquer outro sentimento que nos pese, não serei aprimorado por esse amor e não serei lançado por sua força, mas por meu próprio peso. E o meu peso ferirá a outros, pois dessa forma me lanço por força de sentimentos dos quais eu mesmo não quis me deixar curar por Deus. Imagino como se colocássemos pequenas pedras de mármore dentro de um liquidificador. Alem de as finas lâminas não lapidarem as pedras de modo certo, os ruídos e colisões denotam a violência com que o peso do mármore o arremessa contra o que há ao seu redor. E a toda essa reflexão bastaria  somente adicionar um belíssimo detalhe: o amor de Deus lança-nos aos outros, para os outros; os meus medos, pesos, limites não curados lançam-me contra os outros. 

                Paro por um instante minha reflexão e me pergunto se tenho me despido para ser lançado de modo mais leve. Meu coração me pergunta se já aceitei a maravilhosa verdade de que Deus de nada me acusa, e assim possa dele me acercar para amar mais e melhor.
                Certa vez, li uma frase cujo autor não me lembro, mas que imprimiu em mim, em meu coração uma germinal vontade de deixar-me mais leve em Deus: “O Evangelho converte por atração, não por adaptação”. Encontro nesta frase a certeza de que o amor de Deus me faz livre sempre e desse modo deve ser o meu amor para com o outro. Amor livre esse que ao aproximar-se do outro, o atrai, mas dele não se apodera. Conquista mas não seqüestra, e mira corretamente o bem para o outro, dispondo-se a pagar o preço. 

                Percebo no Amor Divino que desse modo nos atrai não quer outra coisa senão a plena liberdade interior para nós. Pergunto-me onde tenho mirado o meu amor por Deus e pelo irmão. Percebo que a chave e o segredo estão na conquista diária da retidão e humildade. Quando amo de modo equívoco, miro em mim mesmo o amor e erro o alvo. Curiosamente, a etimologia da palavra pecado, seu sentido original equivale justamente a “errar o alvo”. E cada vez que miro de forma errada o meu amor por Deus e pelo outro, eu escravizo a mim mesmo e ao irmão. Nego a Deus a possibilidade de fazer-me livre. Cada vez que amo no desejo de seqüestrar, obrigo também o outro a errar o alvo – pecar – do seu amor. Interponho-me entre Deus e o outro, colocando-me numa posição que cabe unicamente a Deus, e me torno um ídolo. Mas, por outro lado, amando na liberdade para a qual fui criado, e na liberdade de permitir que Deus ame em mim, eu me aproximo e conquisto, e levo as pessoas à fonte que me possibilita amar da forma correta. Torno-me uma seta, uma flecha, um ícone; uma espécie de janela aberta que mostra o céu, o que está além. Torno-me uma imagem translúcida por onde se pode enxergar a pureza que há em  Deus.

                E novamente eu me pergunto: tenho amado desse modo? Temo perceber que a tensão gerada por esse questionamento seja fruto dos meus erros de alvo. E nesse sentido peço a Deus que calibre outra vez a mira do meu coração. 

                Curioso como certos espinhos, ao ferir nosso coração,  irrigam nossa alma. Creio hoje, mais que ontem, que há feridas necessárias, que nos aproximam de Deus  e nos fazem repousar e experimentar a força centrifuga de Seu Amor.  Hoje, mais do que nunca, peço a Ele que nos dê esse amor. Atrai-nos, Senhor... Consola-nos, lança-nos...

Queremos correr ao seu encontro
Ao Seu encontro
Arrasta-nos, Senhor
Inflama-nos de amor...
(Arrasta-nos – Comunidade Shalom)


Com carinho e orações,
Roberto Amorim  
27/09/2010 – 18:45h

A Dignidade da Mulher Cristã

Com profundo carinho no Senhor, dedico a todas as mulheres este belíssimo texto que encontrei enquanto navegava em outro blogs católicos (http://cormariaeonline.blogspot.com). Creio que num tempo em que a sociedade vulgariza tanto a imagem feminina, e muitas vezes as próprias mulheres perdem a noção de seu valor como Filhas de Deus, urge que todos nós, cristãos católicos, tenhamos bem claro diante dos olhos os dizeres deste texto. 

Dedico especialmente a todas as meninas e mulheres que fazem parte da minha vida, sinais da ternura de Deus para comigo.

Por Dra. Alice Von Hildebrand*

(Traduzido por Melissa Bergonso)

O que está a seguir são alguns escritos de Dr. Alice Von Hildebrand, uma das maiores mentes da Igreja moderna. Nenhum blog que fale sobre o Véu na Igreja seria completo se não desse atenção apropriada à dignidade Cristã da mulher...


Minha jovem amiga:

Eu sei que meninas gostam de segredos, e eu vou compartilhar um com você. Deus escolheu o seu sexo para você; Ele te fez uma menina. Você sabe que hoje feministas dizem frequentemente às garotas que a Igreja é “preconceituosa” e as tem “discriminado” desde o princípio. A Igreja é acusada de tê-las tratado como “inferior”, menos talentosas, com menos dons, criadas para serem servas dos homens; dizem que Ela negou às mulheres poder na Igreja e que as proibiu de receberem a maior honra, a ordenação sacerdotal e assim vai...

Sem dúvida, você tem ouvido este tipo de coisa, porque a mídia é boa para espalhar este tipo de mensagem negativa. E é por isto, para refutar estas falsas alegações, que eu gostaria de fazer você perceber que a mulher – longe de ser discriminada, ao contrário – teve outorgado por Deus um lugar único no trabalho da redenção. A beleza de sua missão já é aludida no Velho Testamento, porém encontra seu cumprimento somente no Novo, que é a doce Mãe de nosso Salvador; em Maria, a Virgem de Nazaré, que foi escolhida desde toda eternidade para ser a Mãe do Redentor.

Vamos tirar nossa venda dos olhos, e então seremos capazes de ver que a mulher, longe de ser “discriminada”, ao contrário, é de muitos modos privilegiada. E este é o “segredo” que eu desejo compartilhar com você. O corpo de toda menininha nascida neste mundo é misteriosamente selado pelo o que é particularmente chamado “véu da virgindade”. Isto quer dizer que seu corpo é encarregado de levar um “segredo”, e um segredo é sempre velado. De acordo com o ensinamento Cristão, este véu fecha a entrada para um misterioso jardim, o qual pertence a Deus de um modo especial, e por esta razão não pode ser adentrado exceto com Sua expressa permissão, a permissão que Deus concede aos esposos no Sacramento do Matrimônio. Toda garotinha consciente deste “mistério” sentirá que seu corpo deve ser modestamente vestido, e então seu segredo ficará escondido de olhares lascivos e impudicos.

Garotinhas, claro, crescem. Quão lindo é quando uma noiva pode dizer ao seu marido na sua noite de núpcias, “Eu tenho guardado este jardim virginal para você, e agora, com a permissão de Deus eu estou lhe dando suas chaves, sabendo que você entrará dentro dele com reverência”.

Além disso, quando uma esposa concebe poucas horas depois do seu marido tê-la abraçado, Deus cria a alma da criança em seu corpo, (como você certamente sabe, nem o marido nem a esposa pode produzir a alma humana; apenas Deus pode criá-la). Em outras palavras, há um “contato” pessoal entre Deus e a mulher o que, uma vez mais, dá ao corpo feminino um caráter de sacralidade. Não se esqueça de que Ele, a Quem o universo inteiro não pode conter, foi “escondido” no ventre da Santa Virgem por nove meses. Uma vez que você percebe isto você ficará maravilhada pelo duplo mistério que Deus confiou a você: conceber um ser humano feito à imagem e semelhança de Deus, e dar à luz a ele em meio à dor e sofrimento. Não se esqueça que foi também em meio à dor e sofrimento que Cristo reabriu para nós os portões do paraíso – o qual foi fechado pelo pecado. Para a mulher foi concedido o impressionante privilégio de nobre sofrimento para que um novo ser humano, feito à imagem e semelhança de Deus, pudesse vir ao mundo. Medite sobre isto por um momento e você sentirá uma profunda reverência pelo seu corpo. Ele pertence a Deus, e não é um “brinquedo” que você pode dispor para própria satisfação.



Se você estudar a arte pagã, você vai descobrir que ela presta culto ao órgão reprodutivo masculino, representando-o em várias esculturas e pinturas como um símbolo de força, virilidade, criatividade e poder. Mas desde o primeiro momento em que a Igreja Católica se tornou uma religião reconhecida, ela lutou implacavelmente contra este culto pagão. Porém a Igreja introduziu uma oração pronunciada milhões de vezes a cada dia na qual o órgão feminino no mesmo nível de excelência, o “ventre”, é mencionado. “Bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus”. Eu estou certa, minha querida jovem amiga, que se você meditar sobre isto, você entenderá que é um privilégio ter nascido mulher, e respeitará o mistério que Deus colocou no corpo feminino.

Graças a Deus que Ele a fez nascer mulher; eu estou certa agora que você entendeu que isso é um grande privilégio.

* Alice von Hildebrand é Filósofa e Teóloga Católica. Suas obras incluem: "The Privilege of Being a Woman (O privilégio de Ser uma Mulher -2002) e "The Soul of a Lion: The Life of Dietrich von Hildebrand" (A Alma de um Leão: A Vida de Dietrich von Hildebrand - 2000 - biografia de seu falecido marido).

Sou um Milagre, Estou Aqui.

Há uma letra de música do cantor Izaías, fundador da Comunidade CORAÇÃO NOVO - RJ, que diz: "Eu sou como um diamante encontrado em um garimpo, meio bruto e sem forma, que precisa ser polido. E Deus é o garimpeiro que está à minha procura. Se eu me entrego em Suas Mãos, Deus me educa, Deus me cura." Eu não saberia fazer a apresentação desse testemunho sem recorrer a essas palavras. Conheci este jovem de um modo improvável, pela internet. E creio que àqueles diamantes que Deus mais lasca, mais lapida, mais vai polindo, são os que de modo mais límpido e claro hão de refletir Sua Divina Face ao mundo. Entenderão ao ler o testemunho do Henrique. Ao lê-lo, recordei-me claramente das palavras do Pe Pio de Pietrelcina: "Esta terra é um lugar de prova, e o prêmio se reserva lá em cima.". Sem mais delongas, saboreemos a vida deste jovem, obra do Senhor, admirável a nossos olhos. Rico, Deus o abençoe.

 
Queridos amigos e irmãos em Cristo e visitantes do blog imortal juventude, antes de mais nada, vos saúdo com a Paz de Jesus e o Amor de Maria. Estou aqui pra falar um pouco do meu testemunho de vida, por tudo que eu passei e meus planos para o futuro servindo ao Nosso Senhor Jesus Cristo.

Henrique Flores
Meu nome é Henique Flores, tenho 24 anos e sou da cidade de Guarujá-SP. Além de bacharel em Publicidade e Propaganda, sou ministro de Comunicação Social no Grupo de Jovens “Nova Geração”. Mas vamos ao meu testemunho.

Queridos irmãos, fui criado em uma família no qual me deu uma grande estrutura para enfrentar diversos problemas na vida, mas infelizmente, algo que meus pais não me deram uma grande estrutura foi no quesito “Afetividade”, e assim começa a minha história.

Sempre fui uma pessoa feliz, brincalhona, de fazer amizades muito fácil. Porém, quando o relacionamento se tornava mais sério, eu sempre dava bola fora e assim começa a minha história.

Em 1998, fui  um dos fundadores de um grupo de jovens aqui em minha cidade. O grupo se chamava “Jovens de Deus” e comecei no ministério de intercessão. Após 1 ano, comecei a cantar no Ministério de Música, pena que eu não refletia muito bem o que era realmente ser um Jovem de Deus. Sempre fui muito mulherengo, saía com 2, 3 e as vezes 4 meninas nas quermesses de minha paróquia. Até que no ano de 2001, eu resolvi namorar “sério” com uma serva do grupo. Só que, infelizmente, em uma das viagens que fiz pra Santa Catarina ver minha querida vózinha (que hoje está no auge dos seus 95 anos), ela me traiu. Fato inadimissível e imperdoável, mas eu “perdoei” e continuamos o namoro.

Só que, ao invés de eu me dedicar a ela,  eu saía com outras  garotas além dela, fato que culminou no fim de nosso namoro. No início de 2002, comecei a namorar uma amiga dela, menina linda, porém, de gênio forte. Namoramos apenas 1 mês e meio e pelo mesmo problema: TRAIÇÃO!

Fiquei dois anos sozinho até que, em 2005, conheci uma pessoa no qual hoje, eu posso dizer que, praticamente deu uma reviravolta em minha vida. Uma pessoa de Deus e, então, comecei a gostar dela, pena que ela não dava muita bola pra isso, porque o que ela mais queria era minha amizade. Quebrei a cara, fiquei sem a amizade dela e acabei entrando em depressão.

Em Maio de 2006, pra aumentar ainda mais a minha depressão, descobri que eu era portador de uma doença chamada “Insuficiência Renal Crônica”, no qual mudaria ainda mais a minha vida. Essa doença nada mais é do que a “falência” dos rins e, no qual eu precisaria de hemodiálise para fazer a filtragem do sangue. Foi aí que eu  realmente comecei a entender o verdadeiro amor de Cristo por mim.

Sabe queridos irmãos, todos pensavam que eu não iria conseguir, não iria suportar o tratamento e que eu pereceria naquela máquina. Mas não, mostrei a todos que a força e o poder da oração foi muito mais do que as doloridas sessões de hemodiálise. Aí começou uma luta a favor da vida.

Foram 3 meses de muita dor, sofrimento. A pior coisa que aconteceu na minha vida foi ver os meus pais chorando a cada vez que eu entrava na sala de hemodiálise, e tudo pelo simples fato  de eu entrar na sala de hemodiálise vivo e poder sair morto, como tantos outros que vi morrer diante dos meus olhos. Um grande apoio que eu tive nesta época foi de minha família e dos meus amigos de faculdade, que não me deixaram desistir do meu maior sonho e daquilo que Deus sonhou pra mim. SER COMUNICADOR.

Dentro desses 3 meses, meu pai fez todos os exames pra me doar um rim e, no dia 08/08/2006, fiz um transplante renal com doador vivo. Aí começou um verdadeiro amor-doação para a vida de servo de Deus. Só que os problemas de afetividade ainda não acabariam.

Em 2008, ano em que o acampamento PHN completou 10 anos, conheci uma pessoa e gostei dela, só que ela morava longe de mim. Acabou não dando certo. Neste tempo, conheci uma pessoa maravilhosa no qual é o dono deste blog. Roberto Amorim, que me ajudou muito e até hoje me ajuda em minha caminhada.

Mais ou menos uns 2 meses depois , eu conheci aquela que Deus reservou pra mim. Por incrível que pareça, nos conhecemos em uma sala de Bate Papo no portal “cancaonova.com” . Ela se chama Luciene Ribeiro da Silva, tem 24 anos (hoje) é, apesar dos conflitos do dia a dia, eu a amo de verdade e tenho absoluta certeza de que ela é aquela que Deus escolheu pra mim.
Henrique e Luciene


Estamos juntos há quase 2 anos. E nesse tempo aconteceu um fato trágico, minha sogra era diabética e sentia fortes dores na região dos rins e na região do estômago. Um dia ela sentiu-se mal e a levei ao P.S. em Osasco-SP. Foi constatado um infarto de miocárdio. Três dias depois, ela foi transferida para a UTI do Hospital Antôno Giglio, também em Osasco.

Me recordo que, em um dia no qual eu fui visitá-la na UTI, subimos eu e uma prima dela e, logo após a prima dela desceu, pra dar lugar a minha namorada. Neste meio tempo, ela pediu pra que eu avisasse uma das irmãs da minha namorada que ela estava sendo toda furada e que precisava da presença dela ali. E surpreendemente, ela ficou falando até a minha namorada subir os seguintes dizeres: “Obrigado Senhor, Obrigado Senhor, Obrigado Senhor,...”. Naquele momento, toda mágoa, todo rancor e ressentimento que eu tinha com pessoas que me fizeram mal no passado caiu por terra.

Uma semana depois, no dia 28/04/2009, ela veio a falecer. E em vez de ficar chorando pela perda da minha amada sogra (tem gente que não gosta da sogra, mas eu AMO DEMAIS a minha sogra), eu fiz das palavras dela as minhas palavras: “Obrigado Senhor, Obrigado Senhor, Obrigado Senhor,...”.

Hoje estou em outra comunidade, servindo a Deus através da comunicação social, no qual, além de eu divulgar o amor de Deus à várias pessoas, sempre tenho um encontro pessoal com Deus a cada dia que sirvo neste maravilhoso ministério.

A depressão que eu tinha, hoje não tenho mais. Lembram da garota que eu gostava dela em 2005? Pois bem, hoje nos damos super bem e somos grandes amigos.

As vezes converando com a minha mãe e com a minha namorada, elas dizem que eu sou um milagre por tudo que eu passei pra hoje ser o que sou e chegar aonde estou. A música que quero deixar pra vocês hoje, é uma música que fala muito de tudo o que eu passei e, jamais se esqueça, por mais que você hoje se sinta um lixo, eu te digo com toda a propriedade que, só o fato de você existir, VOCÊ É UM MILAGRE. Escute esta canção e, tenho certeza que, através dela, você se sentirá tocado por Deus e jamais se sentirá um nada, e sim, UM MILAGRE.



Muito obrigado a todos, e espero que o meu testemunho seja luz e conversão para várias pessoas. 
UM FORTE ABRAÇO E QUE DEUS VOS ABENÇOE!
 
Henrique Flores
Ministério de Comunicação Social
Grupo Nova Geração: Gerando Vida Nova
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"Deus me fez nova para um mundo novo"


Deus é definitivamente surpreendente. Só Ele sabe as razões pelas quais tive a louca idéia de ficar na web até mais tarde hoje. Encontrei um precioso coração de uma jovem lá no Ceará, que me confiou sua história com Deus. Como diz o missionário Dunga, da Comunidade Canção Nova: "Quem se expõe, se compromete; quem se compromete, amadurece!"
Tenho por certo que esse é o testemunho de uma jovem que ta caminhando com decisão para o que Deus espera dela. Oremos juntos por ela, com ela ao Senhor que nos guarda em Seu Sacratíssimo Coração.

Mayara, suas palavras serão força e vida para muitos. Deus a abençoe!
Com vocês, a vida com sabor de ação divina de Mayara de Oliveira.

Mayara Oliveira
Os planos de Deus em minha vida começaram desde muito cedo. Sou filha adotiva, antes mesmo de nascer fui destinada a uma família certa. No dia 02 de Julho de 1993, bateram na porta dessa família com um sextinho de madeira. Meu pai ao abrir a porta, encontrou apenas o sextinho e imediatamente levou-o para dentro. Então o telefone toca e ele mesmo vai atender enquanto minha mãe fica me olhando. Minha mãe adotiva devido a algumas doenças veio a ficar estéril. E uma surpresa acontece quando meu pai atende ao telefone, ele escuta a pessoa na outra linha falando: É pra você Toinha! (nome da minha mãe). Sou um presente de Deus para meus pais e assim reciprocamente.
               Meu Pai gosta de frisar bem a parte de quando eu acordei (sim, pois cheguei dormindo). Ele comenta com alegria de que quando abri meus olhos olhei para eles e olhei para o teto, sorri, como quem já fosse grande e entendesse, sentisse que ali era o meu lugar.
               Então, cresci numa ótima família (estou crescendo ainda rs), estudei nas melhores escolas da cidade, desde criança meus pais me encaminharam para uma vida de oração, dentro da igreja católica. Eles cumprem direitinho seu dever de pais.
               Mas eles sabiam que não era de tudo que eles poderiam me proteger. Aos poucos eu fui seduzida pelo mundo, por suas formas e cores. Minha vida sexual começou cedo, eu tinha 12 anos quando tive meus primeiros maiores contatos com homens. Foi numa festa que eu vi pela primeira vez o órgão genital masculino, meus ficas já eram mais pesados. Até então eu ainda era virgem.

               Eu já fazia parte da renovação a aproximadamente 3 anos, como eu disse antes, meus pais ou melhor, minha mãe me levava para os grupos de orações, mas devido a minha idade eu não podia participar dos retiros nem dos seminários de vida.
               Meu primeiro retiro foi num carnaval, onde eu já ia completar meus 13 anos. Estava naquela expectativa, de como seria meu primeiro retiro e também confesso que estava curiosa para saber o que rolava num retiro. Mal eu sabia que era ali naquele retiro que eu ia ter meu primeiro encontro pessoal com Deus. É isso ai o tão sonhado e comentado Encontro Pessoal com Deus, que até ali eu só conhecia por palavras aconteceu em minha vida, Deus mudou o rumo de minha vida.
               Embora eu amasse meus pais, eu não os mostrava isso, fui um pouco rebelde, e nesse retiro Deus me mostrou que as coisas não eram daquele jeito, mostrou-me um novo jeito de amar. Tem quem comente que eu chorei o retiro todo, é porque foi aquele encontro mesmo, perfeito.
               Aos 14 anos entrei no Ministério de Teatro e Dança, era o tempo da graça, eu estava naquele fogo de quem é apaixonado, louvor e glória 24 h. O tempo passando e as talhas que estavam transbordando foram se esvaziando, o inverno espiritual vinha chegando. Eu não sentia mais Deus, eu não ouvia mais a sua voz, e isso me aterrorizava, pois eu não queria me afastar dele, mas eu não sabia mais o que fazer, eu não suportava mais esse frio. Foi quando eu entrei no antigo CEFET, que agora se chama IFCE, conheci novas pessoas, alguns eu já até conhecia, mas tinha perdido o contato. Eu já não sentia mais Deus, era como se ele tivesse me deixado de lado, e consequentemente me liberado para fazer o que eu quisesse. Fui influenciada, mas também não nego, influenciei, voltei a freqüentar ambientes que antes eu freqüentava, passei a ir festas, até mesmo a fazer festinha em repúblicas de estudantes, a beber muito. Então, como eu nunca gostei de estar em cima do muro, pedi afastamento no Ministério de Teatro e dança, mas não estava nos meus planos sair da RCC. Só que eu não sabia que o Ministério era o pilar que me sustentava na renovação.
               Entre as pessoas que eu conheci na escola, estava também certo alguém no qual eu achava ser “O homem da minha vida”, “meu grande amor”. Com o pequeno detalhe de que ele nunca achou que eu seria a tal mulher da vida dele, mas eu não me importava, queria porque queria ficar com ele.
               O meu aniversário de 15 anos foi hilário, tinha o contraste de dois mundos diferentes, pessoas de oração x pessoas do mundão, quem ganharia essa luta? Rs. Eu era conhecida como a Rainha do Creu, por causa do meu jeito erótico de dançar. Pois é, vejam só fui da dança litúrgica a dança do creu. O amor de minha vida estava lá, e uma amiga minha estava de olho nele, é isso aí, ela me pediu pra arrumar ele como esquema para ela, e eu orgulhosa fui lá e arrumei, e ele aceitou. Nossa deu vontade de quebrar a cara dele, porque até onde eu sabia, ele não ficava comigo porque gostava de outra pessoa. Mas tudo bem, eu estava tão cega que nem liguei para esse “pequeno detalhe”.
               Teve uma festa daquelas repúblicas que eu fui, pois tava a fim de encher a cara, afogar as mágoas. Nossa, eu bebi muito, tanto a ponto de nem saber mais o que eu estava fazendo. Apaguei. Só me lembro a partir do momento quando as meninas me levaram para casa dele. Chegando lá ele cuidou de mim, apesar de tudo ele me considerava muito. Ele mesmo me levou pra casa e explicou aos meus pais o que tinha acontecido, e isso fez com que meus pais depositassem certa confiança nele. Foi nesse dia, em minha casa que eu fiquei com ele, não rolou nada demais, só beijos.
               No outro dia, acordei ralada, sem saber o que tinha acontecido. Fui então à casa de uma “amiga” que tava comigo no dia anterior para saber o que aconteceu. Ela me contou que eu bebi demais, que mal conseguia andar e que caia em todo canto, que eu gritava pelo nome dele chorando e dizendo que o amava, ai foi que elas o chamaram, e que ele disse que quando eu estivesse um pouco melhor me levassem pra casa dele.
                A partir desse dia eu comecei a ficar com ele. Comentava com minhas amigas que queria perder a virgindade com ele, pois era ele que eu “amava”. Em maio a escola organizou um passeio ao SESC numa cidade por perto, no qual é cidade onde ele mora até hoje. Combinei com essa mesma amiga de perder o ônibus de volta propositalmente, voltaríamos para casa na ultima topique, ela voltou, mas eu resolvi ficar. Eu ia ficar na casa de um amigo, no qual a casa dele fica na mesma rua do meu “grande amor”, mas ele me convidou para fica na casa dele, ele mesmo se encarregou de ligar para meus pais, para pedir para que eu ficasse lá, entra em ação a confiança que meus pais tinham nele. Fiquei dois dias na casa dele, dormindo na casa dele, no quarto dele, na cama dele com ele, mas apenas na ultima madrugada eu decidi me entregar a ele. Era como se fosse uma prova de amor que eu pudesse dar a ele.
               No dia seguinte, ele se declara para outra pessoa, começou a namorar com ela, e como se não bastasse fiquei sabendo que ele disse que eu tinha um “jeitinho de macho”, eu tava na escola quando fiquei sabendo disso, saí aos prantos, fui correndo na casa dele, briguei com ele. Foi o fim pra mim.
               Era como se eu não valesse mais nada, o que eu tinha de melhor entreguei para ele, então já não importava mais quantas vezes eu fizesse, com quem eu faria, pois já tinha pecado, então dava no mesmo continuar no erro. Depravei-me de vez, chegava todo fim de semana bêbada em casa, sem condição de subir as escadas da minha própria casa, fui durante esse tempo uma espécie de cruz para meus pais, eles tinham que me subir ali, pois continuavam me amando. Quem dera ser cruz apenas naqueles momentos para subir as escadas.
               Certo dia cheguei bêbada em casa, mas com um pouco de consciência nas coisas que eu falava, disse para minha mãe que tinha perdido a virgindade, falei quando onde e com quem. E ela apenas me disse que naquele momento era como se eu tivesse enfiado uma faca no peito dela, e que aos poucos eu estava a matando, então ela pediu que eu não fizesse isso com ela. Então ela chorou comigo ali. Isso me doeu muito, muito mesmo, mas parece que eu queria quebrar mais a cara ainda.
               Nos fins de semanas eu fugia pros os sítios para beber, e sair com algum rapaz bonito e rico, mas também saia apenas para me divertir com os “amigos”, para tirar fotos. Num desses encontros para tirar fotos, resolvi tirar fotos sem roupa. Eu e mais um amigo tiramos, mas guardaríamos as fotos a sete chaves, pelo menos era esse o meu pensamento.
               Ao chegar à cidade passei as fotos para o computador dele, e fui logo para casa de minha tia. Era seu aniversário e eu fiquei de levar a câmera. Antes de ir combinei com ele para não divulgar as fotos, se fosse para divulgar seria depois de editá-las e colocar uma tarja preta enorme para me cobrir. Ao voltar do aniversario acessei a internet, fui ao MSN e logo varias pessoas vira me perguntar onde eu tinha tirado aquelas fotos, e porque tinha colocado no meu orkut.  Logo eu compreendi que ele tinha colocado as fotos no orkut, e o pior, meu considerado melhor amigo soltou as fotos na internet com estrelinhas pretas mínimas que não escondiam nada. Fui a casa dele e mandei-o retirar todas as fotos, e cortei o laço de amizade que tinha entre nós.
               Fiquei então conhecida como uma espécie de prostituta na cidade, como uma rapariga, quem eu pensava ser meu amigo me virou a cara, ninguém mais queria a minha amizade. Fiquei só, com meus pais que sempre continuaram do meu lado, me aquietei um pouco, isso foi bom, pois me indicava um caminho.
               A solidão me indicava o caminho de pessoas que eu sabia que podia confiar. Sim, eu tinha uma segunda família de nome Renovação Carismática Católica. Esta mesma família que eu fingia que nem existia, me acolheu sem olhar para o meu passado. Passaram-se um ano, e foi também num retiro de carnaval, que Deus queria me mostrar de que a vida sem ele não tem sentido. Ele quando me encontrou, não olhou parra o meu passado, não me condenou apenas me amou. Fui durante quase um ano a ovelha perdida que o Pastor foi a sua procura, Ele me encontrou, cuidou das minhas feridas. Fui também o filho pródigo, que pediu sua parte da herança e foi pro mundo gastar tudo, quando o dinheiro acabou ele chegou a desejar a comida dos porcos, pois já nem tinha mais o que comer, foi quando ele lembrou que até os empregados do pai dele comia em abundância, foi aí que ele decidiu voltar e quando voltou o pai fez uma festa para ele que nem digno mais era de ser chamado como filho por ele. Deus fez uma festa para mim, me deu novas vestes, um anel e novas sandálias. Deus é acima de tudo misericórdia infinita em minha vida, não sou digna nem de ser chamada de filha por ele.
               Deus me deu uma nova chance, um novo sopro de vida, hoje ele me confia três ministérios, muito mais do que eu mereço, faço parte do ministério de música, comunicação e jovem. Prego com a minha voz para que todos que tem a oportunidade de me conhecer também conheçam a Jesus Cristo, Aquele que é o tudo de alguém como eu que sou um nada. Não importa como você se encontra hoje, Deus não olha para o teu passado.
               Com o meu testemunho de vida, quero chegar ao mais intimo do coração aonde outras formas de evangelização não chegam. A pregação chama, mas o testemunho arrasta! 

Encerro meu testemunho com essa música.

A Ovelha Sou Eu

Fraternidade Toca de Assis

Composição: Irmão Lírio

Lá vai o pastor
a procura da ovelha que se perdeu
a procura do olhar que se desviou do seu(bis)
A encontrou em campos que não são seus
e viu que em suas feridas a dor está
em seus olhos ha somente a solidão
e agora só deseja ao redil voltar.
A ovelha sou eu
e não conheço outra voz
por isso quando eu fugi me cansei, me perdi,
eu procurava outra voz mas não pude encontrar
hoje posso ouvir de novo a voz do pastor a me chamar
e assim eu compreendi se de ti eu fugir
99 ou mais deixarás para trás e irás me buscar!


Deus é grande, Deus é bom, Deus é MISERICÓRDIA!


Mayara Oliveira
msn: p.araquedas@hotmail.com