O martírio de falar sobre mim (Priscila Cruz)


Começando nossos testemunhos, trago aqui ao blog o de uma alma muito preciosa que o PHN Dez Anos me deu. Priscila Cruz de Assis (nome sugestivo, não?!) é daquelas pessoas que têm no olhar uma certa simplicidade e ao mesmo tempo uma grande determinação. A determinação de viver os Sonhos de Deus para si, por amor a Cristo e pelos irmãos. Partilhemos com ela a alegria da descoberta do Amor de Cristo em sua vida...

É difícil falar sobre a vida. A cada momento que penso em falar ou escrever sobre mim vem à tona um turbilhão de sentimentos e histórias que mexem com o meu coração, e relembrá-las nem sempre é algo fácil de encarar. É preciso coragem para olhar para nossa história e perceber o que fomos e o que somos.

Eu, em um suspiro corajoso, olho pra minha vida e percebo o quanto sou pequena e muitas vezes incrédula. Mais tenho um Deus que nunca falha e que sempre esteve e estará comigo. Minha vida Cristã, já começou de forma bem diferente. Aos seis anos eu ainda não era batizada, e por uma graça de Deus, falei com aos meus Pais da falta que isso me fazia, mesmo não tendo a mínima noção do que significava. Aos dez anos, fui batizada e semanas depois fiz a primeira Eucaristia. Através dessa minha súbita vontade de ser inserida na família cristã, meus pais retomaram o caminho que haviam abandonado anos atrás.

Cresci na Igreja Católica e cantando nas missas desde os doze anos de idade, mas sempre acreditei num Deus que ficava lá no céu, um Deus com o qual eu não tinha intimidade alguma. Pelo contrário, tinha medo.

Quando estava com vinte e três anos, passei por momentos complicados para mim. Quem nunca sofreu por amor? Quem nunca chorou por não atender as expectativas de seus pais? Eu era só mais uma, entre os vários jovens com problemas afetivos e familiares.

Uma vez, durante uma das discussões que tivemos, meu pai jogou nas minhas costas a sua vida, dizendo que eu era a causa dos seus problemas. Perdi o controle dos meus sentimentos, e eu só pensava em acabar com isso tudo. Mais foi nesse exato momento, que percebi a presença de Deus na minha vida e comecei a perceber tudo o que Ele já tinha feito por mim e eu não dava valor. A partir desse momento, senti e ainda sinto uma sede de Deus imensa e incontrolável. O desejo de ser santa corroía meu ser e corrói até hoje. O meu amor por Cristo aumenta a cada dia mais e o meu carinho pela Cruz me torna sensível a Paixão de Cristo.

Agora, eu posso dizer que sou uma DDD (Doidinha de Deus)


Priscila Cruz
05 de Abril de 2009

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